Shellah Avellar




MEMORIAL VENERÁVEL FRANZ DE CASTRO HOLZWARTH | Facebook

Segundo Sandór Ferenczi há momentos em que a história vivida transforma a concepção de tempo social, destacando a necessidade de enfrentar desafios comuns de forma conjunta.Porque a reação imediata ao trauma é uma “agonia psíquica e física que acarreta uma dor tão incompreensível e insuportável” que o sujeito precisa distanciar-se de si mesmo, vivendo num estado de suspensão.
A ideia é que, em situações críticas, o “eu” se torna secundário ao “nós”, exigindo uma ação coletiva para a construção de um futuro sustentável.
E, eu me pergunto -o que seria este futuro sustentável?!?
E, essa reflexão insistente vem de estudos sobre traumas geracionais, o que são e como superá-los.
Em 2014 tive a benemerência do Estado Brasileiro de poder participar das Clínicas do Testemunho, através do Instituto Projetos Terapêuticos em São Paulo.
As Clínicas do Testemunho marcaram a ideia de que o Estado brasileiro produziu tortura e outras formas de repressão que atingem o psiquismo das vítimas, formando o que se denomina trauma psíquico. As vítimas da violência estatal precisavam na ideia da não patologização (que significa retirar do indivíduo qualquer pecha ou rótulo a respeito da sua integridade mental) para que tenha lugar a construção da memória coletiva, que por sua vez rompe com o silenciamento/isolamento social. As Clínicas do Testemunho se efetivaram em três eixos de ação: a capacitação de profissionais para essa especificidade clínica e a frente de atendimento clínico (individual e grupos de testemunho) e a produção de insumos para a memória coletiva (vídeos, filmes, documentários, etc).
Segundo a Corte Interamericana de Direitos Humanos, 2010, o golpe militar de 1964 que derrubou João Goulart deu início a um período de 21 anos caracterizado pela instalação de um aparelho de repressão que assumiu características de verdadeiro poder paralelo ao Estado”, e chegou ao seu “mais alto grau com a promulgação do Ato Institucional nº 5 em dezembro de 1968.Entre 1969 e 1974, produziu-se “uma ofensiva fulminante sobre os grupos armados de oposição. Segundo a Comissão Especial, cerca de 50 mil pessoas teriam sido detidas somente nos primeiros meses da ditadura; cerca de 20 mil presos foram submetidos a torturas; há 354 mortos e desaparecidos políticos; 130 pessoas foram expulsas do país; 4.862 pessoas tiveram seus mandatos e direitos políticos suspensos, e centenas de camponeses foram assassinados.
Nem um porcento destas pessoas foi acolhido por este Projeto.
A partir deste dispositivo de escuta clínica, onde conheci protagonistas e coadjuvantes desta luta inglória por um Brasil mais justo, e de ter visto nascer e passar a integrar o Coletivo de Filhos & Netos por Memória, Justiça e Verdade, venho me empenhando na saga de criação de um Centro de Referência de Reparação Psíquica para vítimas e afetados pela violência de Estado, numa parceria entre o Ministério de Direitos Humanos e o Ministério da Saúde.
Contemplando também os jovens periféricos e suas famílias devastadas pela polícia militar diuturnamente.
Não. Não sou uma profissional de saúde mental.
Nem estou reivindicando este dispositivo de escuta clínica para meu uso pessoal.
E, justamente porque foi extremamente decisivo para uma virada de chave em meu processo pessoal emocional, é que eu gostaria de ver outras pessoas beneficiadas e contempladas, para que retomem suas vidas com mais leveza e possam se tornar protagonistas da ação, preenchendo suas lacunas com cuidados especiais de profissionais gabaritados para este tipo de atendimento.
Num olhar atento para os fragmentos de falas dos companheiros e companheiras percebi que estes testemunhos carregavam a dor do imaterial típica das situações traumáticas e das feridas que insistem em não cicatrizar.
Muitos camaradas, ativos militantes históricos, refutam a Terapia, e negam o trauma. Direito que lhes cabe. Eu mesma, silenciei por 50 anos qualquer menção ao meu processo pessoal referido à ditadura militar.
Que sejam beneficiados, então, os que estejam dispostos a falar e compartilhar com outros e construir assim, quem sabe, este futuro sustentável.
Estamos há 62 anos do golpe militar e, apesar de quase cinco mandatos de governo progressista, que ajudamos a eleger, muito pouca atenção foi dada a este assunto, desrespeitando a história destes lutadores e a devastação de suas famílias.
E, apesar de bater nesta tecla insistentemente, ainda acho, que somente o dispositivo clínico não será suficiente, dado o tempo de acúmulo de mazelas e que outras terapias alternativas devam ser disponibilizadas para acelerar o processo de cura.
Resta a questão:
A reparação psíquica é possível?
Lide com suas questões emocionais, senão vai passá-las aos seus filhos’, diz especialista em trauma Gabor Maté .
“Tudo está conectado com tudo. Você não pode separar indivíduos de seu meio ambiente, da cultura em que cresceram e da história de múltiplas gerações de suas famílias. E você não pode separar o corpo da mente.
“Quando uma pessoa fica doente, a doença não é apenas a manifestação de um órgão, mas sim a manifestação de toda uma vida. É tudo uma coisa só.”
Eu finalizo, assim: mesmo que estrangulássemos a nossa própria voz na garganta, não poderíamos ignorar nossa própria verdade.
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Entrevista com Issa Mercadante || Filhos da ditadura – YouTube



FILHOS & NETOS POR MEMÓRIA,JUSTIÇA E VERDADE
UMA COMUNIDADE DE DESTINO
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A REPARAÇÃO PSÍQUICA É POSSÍVEL?
PAINEL E RODA DE CONVERSA SOBRE REPARAÇÃO PSÍQUICA PARA VÍTIMAS E AFETADOS PELA VIOLÊNCIA MILITAR E EFEITOS TRANSGERACIONAIS, DESLOCAMENTOS, DESPARECIMENTOS E ABUSOS,E PERPASSANDO PELOS MECANISMOS DE TORTURA INSTITUCIONALIZADA E A PRECARIEDADE DAS INTITUIÇÕES DE SAÚDE MENTAL E SEUS LIAMES COM OS PODERES DITATORIAIS.
Dia 31 de março terça-feira de 14 as 17h
No auditório da Livraria Martins Fontes Paulista
Av Paulista ,509 SP CAPITAL





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(1) Retalhos da Memória – YouTube
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62 anos depois, vítimas da ditadura ainda esperam reparação psíquica | ABI
62 anos depois, vítimas da ditadura ainda esperam reparação psíquica
Entrevista com Issa Mercadante || Filhos da ditadura







GT COMUNICAÇÃO -NÚCLEO SÃO PAULO Shellah Avellar
Fazemos parte do Movimento Nacional
REDE PELA SOBERANIA.
Nossa entidade foi fundada em 1º de julho de 2025.
O objetivo do Rede, apoiado no Inciso I, Artigo 1º da Constituição Federal,
é zelar pela soberania nacional, princípio inegociável e imprescindível
para a construção de um País Democrático, Desenvolvido e Justo.
A Unidade Paulista do Rede foi formalmente constituída em 3 de novembro
em reunião publicamente anunciada,
ocorrida no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo.
A Soberania que propugnamos se apoia em dois pilares:
1. Reafirmação, permanente, do princípio constitucional do Artigo 1º da Constituição federal
2. Mobilização cívica sempre que interesses antinacionais tentem nos subjugar.
Nosso movimento é apartidário.
Nosso grupo é plural.
Assim, vimos aqui abrir nossa porta para pessoas e entidades identificadas com a Soberania Nacional, bandeira que agrega e impulsiona os brasileiros.
Viva o Brasil. Viva a Democracia. Viva a Soberania Nacional.
REDE PELA SOBERANIA NÚCLEO – SÃO PAULO
SYLVIO COSTA -JORNALISTA E PRESIDENTE DA RPS Brasilia DF
Trabalhou em diferentes áreas e funções na Folha, na BBC, no Correio Braziliense e na IstoÉ, entre outros. Mestre pela Universidade de Westminster (Londres), também foi professor universitário e oficial de comunicação e mobilização do Sistema ONU. Criou e esteve à frente durante quase 21 anos da redação do Congresso em Foco, que nesse período recebeu dezenas de premiações e se tornou o veículo brasileiro mais premiado no famoso festival de inovação de Cannes, na França (oito leões conquistados entre 2019 e 2023).
ALVARO EGEA-ADV, SEC GERAL DA CSB–CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS ANDREA AGERAMI GATO ADV,SEC GERAL SINDINAPI SIND NAC APOSENTADOS
PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL, CONSELHO EST DO IDOSO SP
, CONS MUN PESSOA IDOSA -SANTOS
CHICO BEZERRA – ADV, SINDICALISTA,ATIVISTA DH FST-SP,ACAT BRASIL CJP-
ABC
FERNANDO FREITAS-PSI CLINICO, ATIV DH ,ORGANIZA ONGs, MEMBRO DO
FORUM DE PRESOS POLÍTICOS SP E ANAAP SP
HERCULANO- MEMBRO DA COM,ISSÃO DE JUSTIÇA E PAZ SP
JOÃO FRANZIN –JORNALISTA DESDE1978,FUNDADOR DA AGENCIA SINDICAL
RUTH COELHO MONTEIRO –JORNALISTA E ADV,PRES SINTIVEST BAIXADA
SANTISTA , SEC CIDADANIA E DH DA FORÇA SINDICAL
SHELLAH AVELLAR- JORNALISTA , PRES SENSORION SPECIAL PROJECTS,
GESTORA DE PROCESSOS COMUNICACIONAIS ,MEMBRO DO
COLETIVO FILHOS NETOS POR MEMÓRIA,JUSTIÇA E VERDADE
TARDE SOBERANA
É O PRIMEIRO ATO PÚBLICO APRESENTANDO A REDE PELA SOBERANIA NACIONAL. Uma iniciativa da RPS – NÚCLEO SP.
21 de março/sábado de 14h às 17 h no ECLA- Espaço Cultural Latino Americano.
Rua Abolição 244 Bela Vista SP CAPITAL
A soberania una, indivisível, inalienável e imprescritível num grito de liberdade, na voz de jovens artistas:
SLAM FYA DO ABC
CANTRIZ AYIOSHA
Um toque criativo e assertivo num momento grave para o Brasil e o mundo, ressignificando a urgência da tessitura da paz.
Um congraçamento de lideranças sindicais e movimentos progressistas para provocar reflexões e ações futuras que valorizem o sentido de nação.
Shellah Avellar https://sensorion2.webnode.com











Rede pela Soberania realiza ato público em São Paulo
https://www.sindicatodosaposentados.org.br/noticias/rede-soberania-encontro
https://www.instagram.com/reel/DWPWtKvCQDY/?igsh=ZW1ubDh3Mm4wc3d2












Tarde Soberana abre ciclo em SP – Agência Sindical






OLÁ!
MUITO PRAZER!
EU SOU A SOBERANIA!
EU SOU O PODER POLÍTICO SUPREMO DO ESTADO DENTRO DO TERRITÓRIO NACIONAL E EM SUAS RELAÇÕES COM OUTROS ESTADOS.
EU SOU A AUTORIDADE SUPERIOR QUE SÓ É LIMITADA POR IMPERATIVOS DE CONVIVÊNCIA PACÍFICA E HARMONIOSA.
EU SOU A SOBERANIA NACIONAL UM ESTADO JURIDICAMENTE INDEPENDENTE ONDE O PODER POLÍTICO É EXERCIDO POR UM GOVERNO QUE RESPEITA OS LIMITES DA SOBERANIA DE OUTROS ESTADOS E AS NORMAS INTERNACIONAIS.
EU SOU UM ACONTECIMENTO.
EU SOU A PAIXÃO URBANA E A ABUNDÂNCIA DAS PLANTAÇÕES
EU SOU O ENCANTAMENTO DAS COLHEITAS.
EU SOU A COMIDA NO PRATO.
EU SOU A MÃO CALEJADA DO TRABALHADOR.
EU SOU A DEMOCRACIA E A TRANSPARÊNCIA POLÍTICA.
EU SOU A MEMÓRIA DOS ANTEPASSADOS.
EU SOU A JUSTIÇA E A VERDADE.
EU SOU A HERANÇA GENÉTICA E CULTURAL, QUE TRANSFORMA O CIDADÃO COMUM EM MARAVILHA.
EU SOU O SONHO LÚCIDO DE ESPIRITUALIDADE E CIêNCIA DE MÃOS DADAS.
EU SOU A EFERVESCÊNCIA DA POESIA QUE FAZ AMOR COM A REALIDADE.
EU SOU ARTE QUE TECE SONHOS NA MISÉRIA E SEUS NADAS.
EU SOU A EMPATIA QUE AFASTA A LAMA DO DESPREZO.
EU SOU AS ÁRVORES.EU SOU AS MATAS.
EU SOU OS MARES, RIOS E LAGOS DESTA NAÇÃO CONTINENTE.
EU SOU O SOL BRILHANTE E A CHUVA QUE REGA FUTUROS.
EU SOU O HOMEM CONSCIENTE DE SEU PAPEL PROTETOR E COMPANHEIRO DAS MULHERES.
EU SOU A MULHER PLENA QUE ABRIGA EM SEU VENTRE A TERRA MÃE-BRASIL .
EU SOU A CRIANÇA QUE BRINCA E CORRE LIVRE E ABRAÇA A GRANDEZA DE SE EXERCER PLENAMENTE COMO CIDADÃ DO MUNDO.
EU SOU O BRASIL BRASILEIRO DE RAÇAS, GÊNEROS ,CLASSES ,CORES, SONS E RITMOS QUE DANÇAM A PAZ.





em homenagem ao grupo fome oficial de teatro

A GENTE VAI SE PERGUNTANDO:VOCÊ É FELIZ?
O ARTISTA VAI FUGINDO E INDO AO ENCONTRO DE OUTRAS OBRAS E FORMAS E GESTOS, NOS QUAIS RECONHECE A PRESENÇA DE UMA CRIATIVIDADE INTRATÁVEL.
A FORÇA DE DE PERSEGUIR DURANTE TODA A VIDA ,OS SINAIS DE UM PODER CRIADOR,SIMULTANEAMENTE IMANENTE E TRANSCENDENTE ÀS COISAS MORTAS.
O HOMEM PERSEGUE SUA VIRILIDADE NO REGAÇO DE MÚLTIPLAS VAGINAS DESCONHECIDAS.
A MULHER AINDA SUCUMBE ÀS SEDUÇÕES DO SHOW PERMANENTE QUE OFERECE AOS OLHARES FAMINTOS.
OS INVISÍVEIS TENTAM RESISTIR AOS TEMPOS DE DESPREZO.
O PLANETA TERRA SE TORNA LOUCO, EXPLODINDO EM VULCÕES, TERREMOTOS, TSUNAMIS E ENCHENTES PELO DESCASO DOS SERES DESUMANOS
NO FUNDO DA VERTIGEM AS GUERRAS SANGRAM VIDAS E CEIFAM SONHOS “ IN REAL TIME” NAS REDES SOCIAIS.
SÓ ENCONTRATREMOS POR AQUI TENTATIVAS DE CONTRADIÇÕES.
HÁ UMA ATITUDE INTERMEDIÁRIA E VÃ QUE CONSISTE EM DISTRAIR O PRÓPRIO ESPÍRITO PROCURANDO PRAZERES POSSÍVEIS PARA DEIXAR A VIDA BROTAR E SE REALIZAR EM NÓS.
TENTAMOS SAIR DA OBSCURIDADE NOS EXIBINDO NAS MÍDIAS DEVORADORAS DE INSTANTANEIDADE.
QUEREMOS FERIR, E DILACERAR NUMA INVERSÃO ÉTICA NOS TRAVESTINDO DE EDUCADOR JULGADOR E TORTURADOR.
VENHO AQUI, NESTE ESPAÇO, QUASE MURMURANTE,ME TORNAR UMA FILÓSOFA DO MARTELO,PARA ME FAZER OUVIR COM A JUSTEZA POLICIADA DE UMA LINGUAGEM CHEIA DE MALÍCIA PARA PARECER EXEMPLAR PARA A JUVENTUDE AQUI PRESENTE.
A ESCRITORA E SEU EXERCÍCIO DA LÍNGUA,SUPORTA O RUMOR DAS PALAVRAS ATÉ NEGOCIAR COM ELAS SEU PRÓPRIO TOM E A SE RECONHECER TAMBÉM NO ESTILO DOS OUTROS POETAS E CANTANTES DA RIMA E DA PROSA.

Manhã de Sábado, 19 de julho. Estou me preparando para ir entregar uma aquarela para alguém, o que já estava agendado há um mês.
Daí, já no portão saindo para meu compromisso, recebo uma ligação de um pedido de adiamento.
Volto para deixar a encomenda em casa. Abro o zap, e vejo uma conclamação geral do Sargent Pepper- o amigo Sergio Gomes, para um café presencial com Leonardo Boff em sua residência.
Penso…uau.. Boff está a quatro quadras daqui.
Lá vou eu, descontraidamente ,me aventurar nesta viagem de beber nesta fonte, ao vivo e em cores.
Atrasada, imagino que deva estar lotado por lá. Qual não foi minha surpresa ao constatar que havia um pequeno grupo de pessoinhas especiais, na maioria jovens (onde me enquadro…risos) e adultos não menos energéticos e comprometidos com o exercício da LIVRE EXPRESSÃO em sua mais completa definição.

Tomo o primeiro de uma série de cafezinhos, e ouço atenta o convidado. Os encontros intimistas nos permitem adentrar outros universos de forma mais perscrutadora.
Ali estava o homem, o sábio, o companheiro de lutas, liberando pausadamente suas histórias e generosamente derramando sobre, abaixo e dentro de nós sua espiritualidade em franca evolução.

Ali se encontravam a matéria e o espírito seduzidos uma pelo outro e destinados ao “desentendimento’, motor propulsor da pesquisa bem-sucedida.
Para mim era mais que isso. Era um resgate de lembranças de um tempo bom, de investidas criativas e líricas, meio a dores pungentes, nos anos 70 , em minha cidade natal, Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro. Era uma imposição solene do finado amigo de infância e adolescência , o artista plástico Nelson Porto, que me introduziu ao texto de seu amigo e parceiro de obras literárias, Leonardo Boff. Ele dizia que a teologia de Boff vinha ao encontro de minhas inquietações e questionamentos polêmicos sobre religião e credos generalizados. Senti sua presença e a emoção do reencontro, em dimensões diferentes. Maktub!

Extinto o prazo do café, o anfitrião nos convidou a esticar para um almoço que se estendeu até o entardecer.

Tudo perfeito, debaixo de uma videira, com frestas de um sol atento, desfiamos nossas lendas, trajetórias, desabafos, identidades, e indignações, regados a uma comida solidária deliciosa, e às gentilezas da ariana Ana Luiza, companheira de cruz, copo e ativismo profissional e social do Serjão.

Sem julgamentos, nos ouvimos e compartilhamos pão e vinho.

Éramos 12. E à imagem e semelhança da Santa Ceia, nos permitimos ser nós mesmos, sem crivo e sem filtro.
Na mistura de profissionais de atividades sociais, de jornalismo, arte e arteirices, comunicação e outras ciências liberamos tumultos internos e os transformamos em adubos que nos fertilizaram e saímos de lá renovados.

Muitos registros em fotos e vídeos, para materializarmos e eternizarmos o momento para além da memória afetiva.

Só havia espaço para a Celebração da Vida.

Sei que por ali já passaram várias cabeças extraordinárias. Aquela varanda está impregnada de potências.
Mas, foi minha primeira vez. E, dizem, que a primeira vez a gente nunca esquece.

Que venham outros.
Muito Obrigada.
Abs kósmikos.
#oAmorSIM

Sob os auspícios do Espírito Santo
photos de Camilo Mota e Shellah Avellar
Capa: Deus e o Homem -Leonardo Da VINCI
livro VIA SACRA DA RESSURREIÇÂO-presente de Luis Pio Pedro(Neném)
AINDA ESTAMOS AQUI

Grata à Direção, Coordenação, Professores e Alunos da EMEF Cândido Portinari de Perus SP pela recepção calorosa , pelo respeito, pelas flores, pela compra dos livros e pela oportunidade.













