AMELINHA TELES -MILITÂNCIA NO DISCURSO E NA VIDA

Shellah Avellar

Estive com Amelinha pessoalmente algumas vezes, próxima ou distanciada,mas, sempre uma experiência singular, de alta intensidade afetiva.

Talvez, as vozes estridentes do silêncio  em nós, nos tenha irmanado por trazer à baila situações dramáticas de violência, cada uma com a fatia histórica de suas dores.

Em maio de 2025 , organizei no Centro Universitário Maria Antônia,o painel 61 ANOS DO GOLPE  -MÃES E FILHAS NA REPRESSÃO, onde reuni estas mães guerreiras , que foram torturadas grávidas e outras que foram torturadas na frente de seus filhos durante a ditadura militar, numa celebração às avessas do Dia das Mães .

É preciso pontuar que O Dia das Mães,foi criado por Anna Jarvis para homenagear a sua mãe, a ativista  Ann Jarvis, que prestava serviços sociais a famílias e mães em situação de vulnerabilidade.

A celebração ganhou força popular e o presidente estadunidense Woodrow Wilson oficializou a data em 1914, definindo o segundo domingo de maio como o Dia das Mães. Anos depois, Anna Jarvis lutou contra a comercialização da data, pois o objetivo original não tinha cunho mercantilista.

Até então estava tudo “em casa”. Amelinha, Crimeia sua irmã, Rita Sipahi e Camila  Sipahi Pires,Mariluce Moura e Tessa Moura Lacerda

Ela me incentivou a  continuar organizando os painéis.

Mas, apesar de parecer apenas mais uma tarde qualquer em que se debate Violência de Estado, um tornado nos tirou da zona de conforto, imantando a resistência cunhada na intrepidez de cada uma de nós.

Houve outros encontros, entretanto, ali, as velas desfraldadas deram lugar a uma inexplicável calmaria. A glória encontrou no ultraje seu verdadeiro brilho. Nenhuma daquelas mulheres perseguidas pelo flagelo, se rendeu ao infortúnio.

Cada uma continuou seu próprio caminho abrindo outras frentes, inspirando-se umas às outras e se   fortalecendo numa fraternidade viril.

Então, em 15 de setembro de 2026,DIA INTERNACIONAL DA DEMOCRACIA, veio a notícia: Amelinha se encantou. Foi para os vales atemporais onde certamente sua voz continuará ecoando sonhos de Liberdade ,Justiça, Democracia e Soberania.

E na UNIFESP -Universidade  Federal de São Paulo, fomos dar nosso até logo carinhoso e já repleto de saudade.

Militantes de esquerda, ativistas, coletivos de Direitos Humanos e Feministas, ex alunos, companheiros, amigos e família num coro de solidariedade e gratidão saudaram sua trajetória com simplicidade e comprometimento em levar adiante sua luta.

Encontrei vários camaradas e todos tinham o mesmo olhar de respeito e sororidade.

Lá estavam Mariluce e Tessa , e nossos olhos e mãos  se cruzaram num assentimento de parceria consolidada como espelhos  que  refletiam nossas  cicatrizes.

Que os direitos adquiridos legitimamente pela sua (nossa)luta  sejam salvaguardados, em sua memória e a dos nossos queridos que se foram e dos que ainda estão aqui.

Ironicamente, a grande mídia  impressa e eletrônica , finalmente se rendeu à sua grandiosidade, honrou suas batalhas e ainda reverbera fotos, vídeos, entrevistas e depoimentos que foram ocultados do  público que desconhecia sua tenacidade e estoicismo em prol da Memória, Verdade, Justiça e Reparação, para vítimas e afetados pela Violência de Estado.

AMELINHA, PRESENTE!

Professora, escritora e ativista, sua trajetória é conhecida e aclamada pela esquerda brasileira.

Amelinha Teles – Wikipédia, a enciclopédia livre

Centro Universitário Maria Antônia

SER DE ESQUERDA ONTEM E HOJE Shellah Avellar entrevista Frei Betto

para portal Jornalirismo em 2014

O que era ser ESQUERDA antes da Ditadura Militar?

Frei Betto: Era pertencer a um dos partidos comunistas ou grupos revolucionários atuantes no Brasil. Havia muitas divisões entre a esquerda, como efeito das rupturas no bloco socialista. Uns seguiam a orientação stalinista, outros a trotquista, aqui maoístas, ali fidelistas etc. Havia inclusive esquerda cristã, a Ação Católica estudantil, a JEC e a JUC, que acabaram por criar a Ação Popular, que após o golpe se tornou marxista-maoísta. Fico com Norberto Bobbio, ser de esquerda é indignar-se frente à desigualdade social e lutar contra ela.

O que era ser ESQUERDA durante a Ditadura Militar ?

FB: Era posicionar-se contra a ditadura, de preferência vinculado a uma das organizações que propugnavam a luta armada para derrubar o regime militar e implantar o socialismo no Brasil.

O que é ser esquerda durante o Governo legitimamente eleito pelo povo:
(de um ex exilado político,de um ex Líder Sindical  e de uma antiga Guerrilheira?)

FB: Ser de esquerda – e volto ao Bobbio – é lutar contra a desigualdade social e todas as formas de injustiças, não importa que tipo de governo ou qualidade de presidente vigora no país. Hoje considero de esquerda quem se articula com os movimentos sociais, não confunde projeto de Brasil com projeto de poder, busca outros mundos possíveis, atua com rigor ético e sonha com um sociedade em que todos possam viver com dignidade e felicidade. Descrevo isso em meu livro “A mosca azul – reflexão sobre o poder” (Rocco).

photo @Douglas Mansur Celeiro da Memória

Frei Betto – Wikipédia, a enciclopédia livre

DEZ CONSELHOS PARA OS MILITANTES DE ESQUERDA

1. Mantenha viva a indignação.
Verifique periodicamente se você é mesmo de esquerda. Adote o critério de Norberto Bobbio: a direita considera a desigualdade social tão natural quanto a diferença entre o dia e a noite. A esquerda a encara como uma aberração a ser erradicada.

Cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus social-democrata, cujos principais sintomas são usar métodos de direita para obter conquistas de esquerda e, em caso de conflito, desagradar aos pequenos para não ficar mal com os grandes.

2. A cabeça pensa onde os pés pisam.
Não dá para ser de esquerda sem “sujar” os sapatos lá onde o povo vive, luta, sofre, alegra-se e celebra suas crenças e vitórias. Teoria sem prática é fazer o jogo da direita.

3. Não se envergonhe de acreditar no socialismo. 
O escândalo da Inquisição não faz os cristãos abandonarem os valores e as propostas do Evangelho. Do mesmo modo, o fracasso do socialismo no Leste europeu não deve induzi-lo a descartar o socialismo do horizonte da história humana.

O capitalismo, vigente há 200 anos, fracassou para a maioria da população mundial. Hoje, somos mais de 8 bilhões de habitantes. Segundo o Banco Mundial, 2,8 bilhões sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. E 1,2 bilhão, com menos de US$ 1 por dia. A globalização da miséria só não é maior graças ao socialismo chinês que, malgrado seus erros, assegura alimentação, saúde e educação a 1,2 bilhão de pessoas.

4. Seja crítico sem perder a autocrítica.
Muitos militantes de esquerda mudam de lado quando começam a catar piolho em cabeça de alfinete. Preteridos do poder, tornam-se amargos e acusam os seus companheiros (as) de erros e vacilações. Como diz Jesus, vêem o cisco do olho do outro, mas não o camelo no próprio olho. Nem se engajam para melhorar as coisas. Ficam como meros espectadores e juízes e, aos poucos, são cooptados pelo sistema.

Autocrítica não é só admitir os próprios erros. É admitir ser criticado pelos (as) companheiros (as).

5. Saiba a diferença entre militante e “militonto”. 
“Militonto” é aquele que se gaba de estar em tudo, participar de todos os eventos e movimentos, atuar em todas as frentes. Sua linguagem é repleta de chavões e os efeitos de sua ação são superficiais.

O militante aprofunda seus vínculos com o povo, estuda, reflete, medita; qualifica-se numa determinada forma e área de atuação ou atividade, valoriza os vínculos orgânicos e os projetos comunitários.

6. Seja rigoroso na ética da militância.
A esquerda age por princípios. A direita, por interesses. Um militante de esquerda pode perder tudo: a liberdade, o emprego, a vida. Menos a moral. Ao desmoralizar-se, desmoraliza a causa que defende e encarna. Presta um inestimável serviço à direita.

Há pelegos disfarçados de militante de esquerda. É o sujeito que se engaja visando, em primeiro lugar, sua ascensão ao poder. Em nome de uma causa coletiva, busca primeiro seu interesse pessoal.

O verdadeiro militante, como Jesus, Gandhi, Che Guevara, é um servidor, disposto a dar a própria vida para que outros tenham vida. Não se sente humilhado por não estar no poder, ou orgulhoso ao estar. Ele não se confunde com a função que ocupa.

7. Alimente-se na tradição da esquerda.
É preciso oração para cultivar a fé, carinho para nutrir o amor do casal, “voltar às fontes” para manter acesa a mística da militância. Conheça a história da esquerda, leia (auto) biografias, como o “Diário do Che na Bolívia”, e romances como “A Mãe”, de Gorki, ou “As Vinhas de Ira”, de Steinbeck.

8. Prefira o risco de errar com os pobres a ter a pretensão de acertar sem eles. 
Conviver com os pobres não é fácil. Primeiro, há a tendência de idealizá-los. Depois, descobre-se que entre eles há os mesmos vícios encontrados nas demais classes sociais. Eles não são melhores nem piores que os demais seres humanos. A diferença é que são pobres, ou seja, pessoas privadas injusta e involuntariamente dos bens essenciais à vida digna. Por isso, estamos ao lado deles. Por uma questão de justiça.

Um militante de esquerda jamais negocia os direitos dos pobres e sabe aprender com eles.

9. Defenda sempre o oprimido, ainda que, aparentemente, ele não tenha razão.
São tantos os sofrimentos dos pobres do mundo que não se pode esperar deles atitudes que nem sempre aparecem na vida daqueles que tiveram uma educação refinada.

Em todos os setores da sociedade há corruptos e bandidos. A diferença é que, na elite, a corrupção se faz com a proteção da lei e os bandidos são defendidos por mecanismos econômicos sofisticados, que permitem que um especulador leve uma nação inteira à penúria.

A vida é o dom maior de Deus. A existência da pobreza clama aos céus. Não espere jamais ser compreendido por quem favorece a opressão dos pobres.

10. Faça da oração um antídoto contra a alienação.
Orar é deixar-se questionar pelo Espírito de Deus. Muitas vezes, deixamos de rezar para não ouvir o apelo divino que exige a nossa conversão, isto é, a mudança de rumo na vida. Falamos como militantes e vivemos como burgueses, acomodados ou na cômoda posição de juízes de quem luta.

Orar é permitir que Deus subverta a nossa existência, ensinando-nos a amar, assim como Jesus amava, libertadoramente.

A COMUNIDADE DE DESTINO Shellah Avellar

Segundo Sandór Ferenczi há momentos em que a história vivida transforma a concepção de tempo social, destacando a necessidade de enfrentar desafios comuns de forma conjunta.Porque a reação imediata ao trauma é uma “agonia psíquica e física que acarreta uma dor tão incompreensível e insuportável”  que o sujeito precisa distanciar-se de si mesmo, vivendo num estado de suspensão. 

A ideia é que, em situações críticas, o “eu” se torna secundário ao “nós”, exigindo uma ação coletiva para a construção de um futuro sustentável.

E, eu me pergunto -o que seria este futuro sustentável?!?

E, essa reflexão insistente vem de estudos sobre traumas geracionais, o que são e como superá-los.

Estes  fenômenos que afetam famílias, comunidades e até sociedades inteiras e dizem respeito à transmissão de experiências traumáticas de uma geração para    outra, influenciando comportamentos, emoções e padrões de vida, mesmo que os descendentes não tenham vivenciado diretamente os eventos traumáticos.

Em 2014 tive a benemerência do Estado Brasileiro de poder participar das Clínicas do Testemunho, através do Instituto Projetos Terapêuticos em São Paulo.

As Clínicas do Testemunho marcaram a ideia de que o Estado brasileiro produziu tortura e outras formas de repressão que atingem o psiquismo das vítimas, formando o que se denomina trauma psíquico. As vítimas da violência estatal precisavam na ideia da não patologização (que significa retirar do indivíduo qualquer pecha ou rótulo a respeito da sua integridade mental) para que tenha lugar a construção da memória coletiva, que por sua vez rompe com o silenciamento/isolamento social. As Clínicas do Testemunho se efetivaram em três eixos de ação: a capacitação de profissionais para essa especificidade clínica e a frente de atendimento clínico (individual e grupos de testemunho) e a produção de insumos para a memória coletiva (vídeos, filmes, documentários, etc).

Segundo a Corte Interamericana de Direitos Humanos, 2010, o golpe militar de 1964 que derrubou João Goulart deu início a um período de 21 anos caracterizado pela instalação de um aparelho de repressão que assumiu características de verdadeiro poder paralelo ao Estado”, e chegou ao seu “mais alto grau com a promulgação do Ato Institucional nº 5 em dezembro de 1968.Entre 1969 e 1974, produziu-se “uma ofensiva fulminante sobre os grupos armados de oposição. Segundo a Comissão Especial, cerca de 50 mil pessoas teriam sido detidas somente nos primeiros meses da ditadura; cerca de 20 mil presos foram submetidos a torturas; há 354 mortos e desaparecidos políticos; 130 pessoas foram expulsas do país; 4.862 pessoas tiveram seus mandatos e direitos políticos suspensos, e centenas de camponeses foram assassinados.

Nem um porcento destas pessoas foi acolhido por este Projeto.

A partir deste dispositivo de escuta clínica, onde conheci protagonistas e coadjuvantes desta luta inglória por um Brasil mais justo, e de ter visto nascer e passar a integrar  o Coletivo de Filhos & Netos por Memória, Justiça e Verdade, venho me empenhando na saga de criação de um Centro de Referência de Reparação Psíquica para vítimas e afetados pela violência de Estado, numa parceria entre o Ministério de Direitos Humanos e o Ministério da Saúde.

 Contemplando também os jovens periféricos e suas famílias devastadas pela polícia militar diuturnamente.

Não. Não sou uma profissional de saúde mental.

Nem estou reivindicando este dispositivo de escuta clínica para meu uso pessoal.

E, justamente porque foi extremamente decisivo para uma virada de chave em meu processo pessoal emocional, é que eu gostaria de ver outras pessoas beneficiadas e contempladas, para que retomem suas vidas com mais leveza e possam se tornar protagonistas da ação, preenchendo suas lacunas com cuidados especiais de profissionais gabaritados para este tipo de atendimento.

Num olhar atento para os fragmentos de falas dos companheiros e companheiras percebi que estes  testemunhos carregavam a dor do imaterial típica das situações traumáticas e  das feridas que insistem em não cicatrizar.

Muitos camaradas, ativos militantes históricos, refutam a Terapia, e negam o trauma. Direito que lhes cabe. Eu mesma, silenciei por 50 anos qualquer menção ao meu processo pessoal referido à ditadura militar.

Que sejam beneficiados, então, os que estejam dispostos a falar e compartilhar com outros e construir assim, quem sabe, este futuro sustentável.

Estamos há 62 anos do golpe militar e, apesar de quase cinco mandatos de governo progressista, que ajudamos a eleger, muito pouca atenção foi dada a este assunto, desrespeitando a história destes lutadores e a devastação de suas famílias.

E, apesar de bater nesta tecla insistentemente, ainda acho, que somente o dispositivo clínico não será suficiente, dado o tempo de acúmulo de mazelas e que outras terapias alternativas devam ser disponibilizadas para acelerar o processo de cura.

Resta a questão:

A reparação psíquica é possível?

Lide com suas questões emocionais, senão vai passá-las aos seus filhos’, diz especialista em trauma Gabor Maté .

“Tudo está conectado com tudo. Você não pode separar indivíduos de seu meio ambiente, da cultura em que cresceram e da história de múltiplas gerações de suas famílias. E você não pode separar o corpo da mente.

“Quando uma pessoa fica doente, a doença não é apenas a manifestação de um órgão, mas sim a manifestação de toda uma vida. É tudo uma coisa só.”

Eu finalizo, assim: mesmo que estrangulássemos a nossa própria voz na garganta, não poderíamos ignorar nossa própria verdade.

VOLVER A LOS 64 Shellah Avellar – Blog Sensorion

Retalhos da Memória – YouTube

Entrevista com Issa Mercadante || Filhos da ditadura – YouTube

FILHOS & NETOS POR MEMÓRIA,JUSTIÇA E VERDADE

UMA COMUNIDADE DE DESTINO

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62 ANOS DO GOLPE MILITAR-A REPARAÇÃO PSÍQUICA É POSSÍVEL ? SHELLAH AVELLAR

62 ANOS DE DO GOLPE MILITAR

A REPARAÇÃO PSÍQUICA É POSSÍVEL?

PAINEL E RODA DE CONVERSA SOBRE REPARAÇÃO PSÍQUICA PARA VÍTIMAS E AFETADOS PELA VIOLÊNCIA MILITAR E EFEITOS TRANSGERACIONAIS, DESLOCAMENTOS, DESPARECIMENTOS E ABUSOS,E  PERPASSANDO PELOS MECANISMOS DE TORTURA INSTITUCIONALIZADA E A PRECARIEDADE DAS INTITUIÇÕES DE SAÚDE MENTAL E SEUS LIAMES COM OS PODERES DITATORIAIS.

Dia 31 de março terça-feira de 14 as 17h

No auditório da Livraria Martins Fontes Paulista

Av Paulista ,509 SP CAPITAL

https://www.instagram.com/p/DWfFo_TCXGo/?img_index=5&igsh=NnI5Mnpub3hhOW9r

(1) Retalhos da Memória – YouTube

https://radiopeaobrasil.com.br/painel-debate-reparacao-psiquica-62-anos-apos-o-golpe-militar

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62 anos depois, vítimas da ditadura ainda esperam reparação psíquica | ABI

62 anos depois, vítimas da ditadura ainda esperam reparação psíquica

Entrevista com Issa Mercadante || Filhos da ditadura

TARDE SOBERANA RPS REDE PELA SOBERANIA

GT COMUNICAÇÃO -NÚCLEO SÃO PAULO Shellah Avellar

Fazemos parte do Movimento Nacional

REDE PELA SOBERANIA.

Nossa entidade foi fundada em 1º de julho de 2025.

O objetivo do Rede, apoiado no Inciso I, Artigo 1º da Constituição Federal,

é zelar pela soberania nacional, princípio inegociável e imprescindível

para a construção de um País  Democrático, Desenvolvido e Justo.

A Unidade Paulista do Rede foi formalmente constituída em 3 de novembro

em reunião publicamente anunciada,

ocorrida no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo.

A Soberania que propugnamos se apoia em dois pilares:

1. Reafirmação, permanente, do princípio constitucional do Artigo 1º da Constituição federal

2. Mobilização cívica sempre que interesses antinacionais tentem nos subjugar.

Nosso movimento é apartidário.

Nosso grupo é plural.

Assim, vimos aqui abrir nossa porta para pessoas e entidades identificadas com a Soberania Nacional, bandeira que agrega e impulsiona os brasileiros.

Viva o Brasil. Viva a Democracia. Viva a Soberania Nacional.

REDE PELA SOBERANIA NÚCLEO – SÃO PAULO

SYLVIO COSTA -JORNALISTA E PRESIDENTE DA RPS       Brasilia DF

Trabalhou em diferentes áreas e funções na Folha, na BBC, no Correio Braziliense e na IstoÉ, entre outros. Mestre pela Universidade de Westminster (Londres), também foi professor universitário e oficial de comunicação e mobilização do Sistema ONU. Criou e esteve à frente durante quase 21 anos da redação do Congresso em Foco, que nesse período recebeu dezenas de premiações e se tornou o veículo brasileiro mais premiado no famoso festival de inovação de Cannes, na França (oito leões conquistados entre 2019 e 2023).

ALVARO EGEA-ADV, SEC GERAL DA CSB–CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS                                                                                                                         ANDREA AGERAMI GATO ADV,SEC GERAL SINDINAPI SIND NAC APOSENTADOS

PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL, CONSELHO EST DO IDOSO SP

, CONS MUN  PESSOA IDOSA -SANTOS

CHICO BEZERRA – ADV, SINDICALISTA,ATIVISTA DH FST-SP,ACAT BRASIL CJP-

ABC

FERNANDO FREITAS-PSI CLINICO, ATIV DH ,ORGANIZA ONGs, MEMBRO DO

FORUM DE PRESOS POLÍTICOS SP E ANAAP SP

HERCULANO- MEMBRO DA COM,ISSÃO DE JUSTIÇA E PAZ SP

JOÃO FRANZIN –JORNALISTA DESDE1978,FUNDADOR DA AGENCIA  SINDICAL

RUTH COELHO MONTEIRO –JORNALISTA E ADV,PRES SINTIVEST  BAIXADA

 SANTISTA , SEC CIDADANIA E DH DA FORÇA SINDICAL

SHELLAH AVELLAR- JORNALISTA , PRES SENSORION SPECIAL PROJECTS,

GESTORA DE PROCESSOS COMUNICACIONAIS ,MEMBRO DO

COLETIVO FILHOS NETOS POR  MEMÓRIA,JUSTIÇA E VERDADE

TARDE SOBERANA

É O PRIMEIRO ATO PÚBLICO APRESENTANDO A REDE PELA SOBERANIA NACIONAL.  Uma iniciativa da RPS – NÚCLEO SP.

21 de março/sábado de 14h às 17 h no ECLA- Espaço Cultural Latino Americano.

Rua Abolição 244 Bela Vista SP CAPITAL

A soberania una, indivisível, inalienável e imprescritível num grito de liberdade, na voz de jovens artistas:

SLAM FYA DO ABC

CANTRIZ AYIOSHA

Um toque criativo e assertivo num momento grave para o Brasil e o mundo, ressignificando a urgência da tessitura da paz.

Um congraçamento de lideranças sindicais e movimentos progressistas para provocar reflexões e ações futuras que valorizem o sentido de nação.

Shellah Avellar       https://sensorion2.webnode.com

Rede pela Soberania realiza ato público em São Paulo

https://www.sindicatodosaposentados.org.br/noticias/rede-soberania-encontro

https://revistaforum.com.br/aposentados/sindnapi-reforca-importancia-do-debate-sobre-soberania-nacional

https://www.instagram.com/reel/DWPWtKvCQDY/?igsh=ZW1ubDh3Mm4wc3d2

Tarde Soberana abre ciclo em SP – Agência Sindical

OLÁ!

MUITO PRAZER!

EU SOU A  SOBERANIA!

EU SOU O PODER POLÍTICO SUPREMO DO ESTADO DENTRO DO TERRITÓRIO NACIONAL E EM SUAS RELAÇÕES COM OUTROS ESTADOS.

EU SOU A AUTORIDADE SUPERIOR QUE SÓ É LIMITADA POR IMPERATIVOS DE CONVIVÊNCIA PACÍFICA E HARMONIOSA.

EU SOU A SOBERANIA NACIONAL UM ESTADO JURIDICAMENTE INDEPENDENTE  ONDE O PODER POLÍTICO É EXERCIDO POR UM GOVERNO QUE RESPEITA OS LIMITES DA SOBERANIA DE OUTROS ESTADOS E AS NORMAS INTERNACIONAIS.

EU SOU UM ACONTECIMENTO.

EU SOU A PAIXÃO URBANA E A ABUNDÂNCIA DAS PLANTAÇÕES

EU SOU O ENCANTAMENTO DAS COLHEITAS.

EU SOU A COMIDA NO PRATO.

EU SOU A MÃO CALEJADA DO TRABALHADOR.

EU SOU A DEMOCRACIA E A TRANSPARÊNCIA POLÍTICA.

EU SOU A MEMÓRIA DOS ANTEPASSADOS.

EU SOU A   JUSTIÇA E A VERDADE.

EU SOU A HERANÇA GENÉTICA E CULTURAL, QUE TRANSFORMA O CIDADÃO COMUM EM MARAVILHA.

EU SOU O SONHO LÚCIDO DE ESPIRITUALIDADE E CIêNCIA  DE MÃOS DADAS.

EU SOU A  EFERVESCÊNCIA DA POESIA QUE FAZ AMOR COM A REALIDADE.

EU SOU  ARTE QUE TECE SONHOS NA MISÉRIA E SEUS NADAS.

EU SOU A EMPATIA QUE AFASTA A LAMA DO DESPREZO.

EU SOU AS ÁRVORES.EU SOU AS MATAS.

EU SOU OS MARES, RIOS E LAGOS DESTA NAÇÃO CONTINENTE.

EU SOU O SOL BRILHANTE E A CHUVA QUE REGA FUTUROS.

EU SOU O HOMEM CONSCIENTE DE SEU PAPEL PROTETOR E COMPANHEIRO DAS MULHERES.

EU SOU A MULHER  PLENA QUE ABRIGA EM SEU VENTRE A TERRA MÃE-BRASIL .

EU SOU A CRIANÇA QUE BRINCA E CORRE LIVRE E  ABRAÇA A GRANDEZA DE SE EXERCER PLENAMENTE COMO CIDADÃ DO MUNDO.

EU SOU O BRASIL BRASILEIRO DE RAÇAS, GÊNEROS ,CLASSES ,CORES, SONS E RITMOS QUE DANÇAM A PAZ.

ENQUANTO O METEORO NÃO VEM Shellah Avellar

em homenagem ao grupo fome oficial de teatro

A GENTE VAI SE PERGUNTANDO:VOCÊ É FELIZ?

O ARTISTA VAI FUGINDO E INDO AO ENCONTRO DE OUTRAS OBRAS E FORMAS E GESTOS, NOS QUAIS RECONHECE A PRESENÇA DE UMA CRIATIVIDADE INTRATÁVEL.

A FORÇA DE DE PERSEGUIR DURANTE TODA A VIDA ,OS SINAIS DE UM PODER CRIADOR,SIMULTANEAMENTE IMANENTE E TRANSCENDENTE ÀS COISAS MORTAS.

O HOMEM PERSEGUE SUA VIRILIDADE NO REGAÇO DE MÚLTIPLAS VAGINAS DESCONHECIDAS.

A MULHER AINDA SUCUMBE ÀS SEDUÇÕES DO SHOW PERMANENTE QUE OFERECE AOS OLHARES FAMINTOS.

OS INVISÍVEIS TENTAM RESISTIR AOS TEMPOS DE DESPREZO.

O PLANETA TERRA SE  TORNA LOUCO, EXPLODINDO EM VULCÕES, TERREMOTOS, TSUNAMIS E ENCHENTES PELO DESCASO DOS SERES DESUMANOS

NO FUNDO DA VERTIGEM AS GUERRAS SANGRAM VIDAS E CEIFAM SONHOS “ IN REAL TIME” NAS REDES SOCIAIS.

SÓ ENCONTRATREMOS POR  AQUI TENTATIVAS DE CONTRADIÇÕES.

HÁ UMA ATITUDE INTERMEDIÁRIA E VÃ QUE CONSISTE EM  DISTRAIR O PRÓPRIO ESPÍRITO PROCURANDO PRAZERES POSSÍVEIS PARA DEIXAR A VIDA BROTAR E SE REALIZAR EM NÓS.

TENTAMOS SAIR DA OBSCURIDADE NOS EXIBINDO NAS MÍDIAS DEVORADORAS DE INSTANTANEIDADE.

QUEREMOS FERIR, E DILACERAR NUMA INVERSÃO ÉTICA NOS TRAVESTINDO DE EDUCADOR JULGADOR E TORTURADOR.

VENHO AQUI, NESTE ESPAÇO, QUASE MURMURANTE,ME TORNAR UMA FILÓSOFA DO MARTELO,PARA ME FAZER OUVIR COM A JUSTEZA POLICIADA DE UMA LINGUAGEM CHEIA DE MALÍCIA PARA PARECER EXEMPLAR PARA A JUVENTUDE AQUI PRESENTE.

A ESCRITORA E SEU EXERCÍCIO DA LÍNGUA,SUPORTA O RUMOR DAS PALAVRAS ATÉ NEGOCIAR COM ELAS SEU PRÓPRIO TOM E A SE RECONHECER  TAMBÉM NO ESTILO DOS OUTROS POETAS E CANTANTES DA RIMA E DA PROSA.

CAFÉ DOS DEUSES Shellah Avellar

Manhã de Sábado, 19 de julho. Estou me preparando para ir entregar uma aquarela para alguém, o que já estava agendado há um mês.

Daí, já no portão saindo para meu compromisso, recebo uma ligação de um pedido de adiamento.

Volto para deixar a encomenda em casa. Abro o zap, e vejo uma conclamação  geral do Sargent Pepper- o   amigo Sergio Gomes, para um café presencial com Leonardo Boff em sua residência.

Penso…uau.. Boff está a quatro quadras daqui.

Lá vou eu, descontraidamente ,me aventurar nesta viagem de beber nesta fonte, ao vivo e em cores.

Atrasada, imagino que deva estar lotado por lá. Qual não foi minha surpresa ao constatar que havia um pequeno grupo de pessoinhas especiais, na maioria jovens (onde me enquadro…risos) e adultos não menos energéticos e comprometidos com o exercício da LIVRE EXPRESSÃO em sua mais completa definição.

Tomo o primeiro de uma série de cafezinhos, e ouço atenta o convidado. Os encontros intimistas nos permitem adentrar outros universos de forma mais perscrutadora.

Ali estava o homem, o sábio, o companheiro de lutas, liberando pausadamente suas histórias e generosamente derramando sobre, abaixo e dentro de nós sua espiritualidade em franca evolução.

Ali se encontravam a matéria e o espírito seduzidos uma pelo outro e destinados ao “desentendimento’, motor propulsor da pesquisa bem-sucedida.

Para mim era mais que isso. Era um resgate de lembranças de um tempo bom, de investidas criativas e líricas, meio a dores pungentes, nos anos 70 , em minha cidade natal, Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro. Era uma imposição solene do finado amigo de infância e adolescência , o artista plástico Nelson Porto, que me introduziu ao texto de seu amigo e parceiro de obras literárias, Leonardo Boff. Ele dizia que a teologia de Boff vinha ao encontro de minhas inquietações e questionamentos polêmicos sobre religião e credos generalizados. Senti sua presença e a emoção do reencontro, em dimensões diferentes. Maktub!

Extinto o prazo do café, o anfitrião nos convidou a esticar para um almoço que se estendeu até o entardecer.

Tudo perfeito, debaixo de uma videira, com frestas de um sol atento, desfiamos nossas lendas, trajetórias, desabafos,  identidades, e indignações, regados a  uma comida solidária deliciosa, e às gentilezas da ariana Ana Luiza, companheira de cruz, copo e  ativismo profissional e social do Serjão.

Sem julgamentos, nos ouvimos e compartilhamos pão e vinho.

Éramos 12. E à imagem e semelhança da Santa Ceia, nos permitimos ser nós mesmos, sem crivo e sem filtro.

Na mistura de profissionais de atividades sociais, de jornalismo, arte e arteirices, comunicação e outras ciências liberamos tumultos internos e os transformamos em adubos que nos fertilizaram e saímos de lá renovados.

Muitos registros em fotos e vídeos, para materializarmos e eternizarmos o momento para além da memória afetiva.

Só havia espaço para a Celebração da Vida.

Sei que por ali já passaram várias cabeças extraordinárias. Aquela varanda está impregnada de potências.

Mas, foi minha primeira vez. E, dizem, que a primeira vez a gente nunca esquece.

Que venham outros.

Muito Obrigada.

Abs kósmikos.

#oAmorSIM

Sob os auspícios do Espírito Santo

photos de Camilo Mota e Shellah Avellar

Capa: Deus e o Homem -Leonardo Da VINCI

livro VIA SACRA DA RESSURREIÇÂO-presente de Luis Pio Pedro(Neném)